10 coisas que eu não sabia sobre a Austrália

Em comemoração aos 10 meses morando em Sydney.

 1.A Austrália não é feita de Australianos*

A imagem que a maioria dos brasileiros tem da Austrália é que esse é um pais de descendentes ingleses, natureza deslumbrante e um Outback cheio de ribs com cebola frita. Porém, o que não se espera é encontrar uma quantidade considerável de asiáticos e orientais espalhados pelas cidades, principalmente nos centros comerciais (ou como aqui é chamado CBD – Central Business District).

Em 2006, o censo local mostrou que 24% da população residente na Austrália não é nascida no país; somando ChinAustralianoseses, Vietnamitas, Indianos e Filipinos, são quase 700 mil pessoas. A cultura asiática está em todos os lugares, nos restaurantes pela cidade, nos mercados especializados, até nas vagas de emprego onde falar mandarim é desejável. Não é difícil se sentir confortável sendo estrangeiro em uma cidade onde muitas pessoas não tem o inglês como primeira língua.

A Austrália de hoje já é uma mistura de traços, é comum ver uma asiática de mãos dadas com um loiro, porém é raro ver um homem de olhos puxados com uma loira. Questões que ainda estão ligadas com preconceitos e pressão das famílias em se construir uma família com as mesmas origens. Na praia ou no parque, você normalmente verá um grupo de chineses de um lado, e outro de decentes europeus.

*Depois de um comentário no grupo Brasileiros em Sydney, fica a observação: sim, a maioria da população é australiana (nascida aqui), o título desse tópico é só para exagerar uma percepção que temos ao morar aqui.

 2.Catchup, Hungry Jacks e o lado da rua

Hungry JacksO inglês que você praticou com letras de músicas e filmes não é o mesmo que se fala por aqui. Não ouse pedir um pouco de Catchup no McDonalds. Aqui (assim como na Inglaterra) ele é chamado de Tomato Souce. Falando em Fast Food, o Burguer King aqui é Hungry Jacks. Mesmo cardápio, mas outra marca.  Além disso, parece claro que ao chegar à Austrália você verá carros andando na esquerda da pista, já que o país é colônia inglesa. Mas muitas pessoas estranham muito quando chegam. Não a toa existe sinalização por toda a cidade indicando para que lado da rua você deve olhar ao atravessar.


3. O ponto que é vírgula e a vírgula que é ponto

Além de todas as adaptações que uma vida num país novo já carregam, ainda é necessário adaptar um item bem singelo mas que faz toda a diferença. Em se tratando de número, onde brasileiro põe vírgula é ponto, e onde é ponto se usa vírgula.

Três mil, sessenta e cinco dólares e dez centavos:

No Brasil $ 3.065,10

Na Austrália $3,065.10.

A explicação pode ser simples: países de cultura inglesa e suas colônias usam o ponto (.) como divisor decimal; já países da América não inglesa e Europa usam a vírgula (;) para essa divisão.  Porém no dia a dia tal diferença pode causar grandes confusões.

(Quem fez prova do IELTS sabe dizer…)

4. Sotaque único

Good arvo (Boa tarde).

Cheers mate (Valeu cara).

Todo novo sotaque soa estranho no começo. Mas talvez por que o brasileiro não recebe nenhuma influencia cultural australiana já que os filmes, a TV e a musica vem praticamente só dos EUA e da Inglaterra, várias palavras e expressões usadas aqui doem o ouvido. As vezes é tão forçado que dá para ficar na dúvida se eles estão tirando um sarro do próprio jeito que eles falam ou se é verdade. De maneira geral e por explicação dos próprios aussies, o motivo de tal sotaque é a preguiça. Toda palavra fica menor.

A minha mais recente aquisição linguística é “Ta”, ou que significa “Thanks”!

5. O passado que perturba

Assim como o Brasil, a Austrália tem um passado que perturba. Ninguém fala isso abertamente, claro. Tudo aquilo que aprendemos sobre os que chamamos de índios no Brasil, ou aqueles que moravam nas terras recém-descobertas pelos colonizadores, é bem parecido com o que aconteceu com os Aborígenes. Eles eram os que habitavam esse país continental antes da chegada dos primeiros ingleses e foram com o tempo exterminados. A sociedade atual tenta reinserir essas pessoas com cotas em faculdades e até mesmo construindo moradias gratuitas para descendentes.

Porém, a consequência de anos de exclusão ainda é visível, a quantidade de pessoas com traços aborígenes pelas ruas é mínima, eles normalmente estão em bairros considerados “perigosos” e ainda cultivam o vicio do álcool que foi plantado pelos primeiros colonizadores. Esses começaram a pagar os trabalhos braçais executados pelos aborígenes com bebidas alcoólicas ao perceber que eles tinham uma tendência ao vicio e que ficavam facilmente embriagados. Essa acabou se tornando a maneira mais fácil de controlar uma população local que não teria voz e nem força para interromper uma colonização branca que estava começando e que traçaria o futuro dessas terras.

Aborigenes

6. A água, o café, o vinho, os móveis

Na Austrália quem compra água é muito rico ou desinformado. A água da torneira é potável e o valor da engarrafada pode mais cara que um café expresso.

Falando em café, todo mundo toma café, muito, e o dia todo. O calor do verão a beira do mar não impede que o Australiano fique na fila do café para conseguir o seu cappuccino por $3,50 dólares (mais de R$ 7).

Falando em dinheiro, com dois expressos se compra uma boa garrafa de vinho. Essa é a bebida alcoólica mais barata proporcionalmente quando comparada com cerveja, vodka, etc. Se a vontade de tomar vinho por um preço ótimo chegar a um extremo e você acabar comprando mais garrafas que seu armário pode estocar, na volta para casa você pode escolher uma nova estante.

Falando em estante, o Australiano tem o costume de colocar móveis que já não usa mais e em bom estado na porta de casa, para quem quiser pegar e usar. Não só moveis são encontrados, mas também aparelhos eletrônicos, malas de viagem, livros e tênis. É só escolher e levar para a casa.

7. Neve

Créditos: ABC

Créditos: ABC

Tem neve e tem estação de esqui. Aquela ideia de que é só praia, verão e calor pode ser propaganda enganosa.

Claro que estados ao Norte terão menos frios e no Sul o vento da Antártida chegará a qualquer época do ano.

Alguns Australianos vão negar que aqui neva e outros vão falar que nunca viram neve. Mas sim, é possível ir para uma estação de esqui em regiões altas do estado de NSW, Victoria e Tasmânia.

8. Student, working Holiday, skilled, sponsorship, scholarship, PR, citizenship, asylum seeker, refugee e boat people  

Coloque todas essas palavras no seu vocabulário. Serão horas e horas de conversas e explicações de qual é a sua situação no país. Você veio para estudar, por quanto tempo, que curso, qual sua profissão, ela está na lista de profissões que o país tem demanda, sua empresa vai te dar um sponsor (visto de trabalho), tem como conseguir um scholarship (bolsa de estudos) naquela universidade, você já está com seu PR (Permanent Residency) ou já tem o citizenship (cidadania)? São perguntas que fazem parte do dia e dia e são normais quando você não é de um país e tem que entender quais são as condições para você permanecer legalmente dentro de um pais estrangeiro.

Em casos mais extremos, se você convive com pessoas que são de alguns países como Camboja, Tailândia, Malásia e Afeganistão ou mesmo se você se interessa por questões políticas de fronteira e imigração atual, termos como asylum seeker (expressão para pessoa que procura áxilo) e refugee (refugiado) serão bastante usados. A Austrália por anos recebeu milhares de estrangeiros e hoje tem que ter ações de proteção na sua costa para impedir que pessoas entrem ilegalmente no pais. Normalmente eles chegam em barcos e por isso o termo “boat people” e vem procurando um pais religiosamente livre e economicamente estável para conseguir ter uma vida mais digna. A depender do governo que está no poder, as leis para receber essas pessoas podem variar. Há uma grande discussão publica sobre o assunto, principalmente por que como já foi dito aqui, a origem do Australiano também é uma mistura de diversos imigrantes que usaram uma terra que já pertencia aos nativos. Algumas pessoas concordam em proteger o país de imigrantes ilegais para conseguir manter a qualidade de vida, economia estável e segurança pública, enquanto outros acreditam que o país deveria sim receber pessoas que estão sofrendo algum tipo de dificuldade em terras vizinhas.

 Em busca de uma nova terra

9. Frutas e transporte público

O custo de vida é um dos mais caros do planeta e é bem alto quando se comparado com a média das cidades brasileiras. Quando se está trabalhando e ganhando um salário médio dos estrangeiros ($15 até $30 dólares por hora) é possível viver sem sentir o impacto financeiro. Mesmo assim, se a mosquinha da conversão te pegar é difícil encarar que se paga R$ 8 pelo kilo da banana e R$ 100 para usar ônibus e metro por uma semana. (My Multi Zona 1 = AU$ 47.00)

10. Orgânicos, Obesos e bêbados.

Morando no Brasil é possível ter contato frequente com discussões sobre uma vida mais próxima da natureza, produtos naturais e orgânicos e com praticamente de Yoga. Já em Sydney é praticamente impossível passar uma tarde em mercados ou centro comerciais sem se deparar com produtos e serviços ligados a uma vida mais saudável e zen. Talvez seja a proximidade com a Ásia ou a quantidade de Indianos trazendo suas medicinas alternativas e praticas centenárias.

Mesmo assim, a Austrália atualmente tem níveis elevados de obesidade e já é comparada aos números americanos. Outro índice que assusta é quantidade de casos relacionados ao excesso de bebidas alcoólicas; existe uma grande discussão sobre o consumo de bebidas entre os jovens e o resultado desse abuso em brigas nas ruas. Aqui é comum um estilo de soco que pode ser fatal, existindo até campanhas para a conscientização desse ato de violência. Todas as pessoas que trabalham vendendo álcool tem que fazer um curso e ter uma licença. Um cliente que bebeu demais em um bar ou balada por ser obrigado a se retirar, e se um atendente é flagrado vendendo bebida para alguém já embriagado ele é multado com algumas centenas de dólares.

E você, já sabia todos esses aspectos da Austrália? Se está morando aqui também, o que mais você não sabia antes de embarcar?

Cheers, mate.

 

Depois me diz o que acha desse texto?

Então…

Imagem

Isso foi quarta. Ai ontem, estava numa padaria no Campo Belo com a minha mãe, na saída  passamos por “corredor” de homens que estavam conversando esperando sua vez de sentar. Abaixei a cabeça, e passei, depois da minha mãe. Senti um dos caras me encarando mais do que o normal, e ouvi algum comentário em inglês.
 
Passei e fiquei com raiva de mim mesma, lembrei desse texto e me xinguei internamente “Por que você não parou e perguntou: qual é o problema?” Fiquei olhando de longe, com vontade de voltar lá e criar a situação de novo, só pra ter a chance de falar o que meu instinto “deixa pra lá”, não deixou por alguns segundos.
 
Que bosta! 
 
Continuo ainda meio sem palavras. Quando li pensei no meu namorado, que vai dar uma “corridinha” no bairro quase todos os dias, e eu, quando tento fazer isso a luz do dia, com calça comprida, blusa larga, moletom, boné  bem boia fria, recebo olhares que o óculos escuros permitem fingir que não estou vendo. 
 
Cara, que bosta!
 
Pior é que me sinto fraca! Fraca por que a mulher que escreveu ainda consegue ser verdadeira com o que ela acredita (roupas, cabelo, depilação). Eu não, eu concordo com ela mas to presa no blondor e na cera quente! 
 
Eu gosto de ser mulherzinha, ou eu acho que gosto! Qual limite disso tudo, né? A repressão existiu (existe), deixou marcas… mas só de ouvir um “vai lá, joga o seu charme, e consegue um VIP pra balada” eu quero dar uma voadora num amigo qualquer. Em relações públicas, as vezes, é no jeitinho da assessora que faz a matéria sair. Fiquei pensando em todas as vezes que consegui entregar uma campanha dentro do prazo, depois de um conversinha amigável com o diretor de arte. 
 
Que bosta! 
 
Lembrei de um documentário que assisti. Deveria ver ele todo dia. Liguei ele de novo aqui no NET NOW – “Mulheres na mídia” 
 
Lembrei dessa propaganda de cerveja (claro) que vi essa semana, que quando terminou, só consegui falar: que bosta! 
 
Tá ai. O que eu achei do texto “Como se sente uma mulher“. Virou um post, pronto, sua cutucada sobre minha opinião deu nisso. Obrigada! 
 
E você. O que achou? 
 

No vamos a La plaia! Vamos para Brasília!

CatedralHoje um amigo me mandou um vídeo sobre Brasília. Falava com orgulho da terra que escolheu para viver e criar sua família. No texto, aclamava as belezas da cidade, replicadas depois no pequeno filme.

Eu tenho visitado muito essa cidade, mais uma vez, por conta do meu trabalho. Espero continuar indo muito (vale deixar isso bem claro!) e até instalar um escritório por lá.  Quem sabe? Terra quente, mas com gente muito bacana! Homens de terno, mulheres de tailer andam sempre apressados pelo Congresso.

Muitos carros pelas avenidas da esplanada, e, para quebrar a paisagem, vários vendedores de flores secas – lindinhas no gramado. Adoro passar lá quando dá tempo…  Por conta da família, eu sempre faço a opção bate e volta, o que limita muito meu trajeto na chamada terra do poder.

Mas eu já passei bastante tempo em Brasília no passado, só que nunca fui até lá para passear ou visitar amigos, apenas. Sempre tive uma ou mais obrigações profissionais, daquelas que normalmente tomam todo o dia e deixam um finzinho de fôlego para o jantar. Depois, cama para acordar cedo, pegar o avião e voltar para casa logo. Eis a rotina mais comum…

Durante o tempo que cobri política e economia, essa cidade era passagem obrigatória. As pautas que já fiz lá nunca passaram pelas belezas da cidade, mas pelo Congresso. Conheci muita gente inteligente, muitos jornalistas/amigos, fontes. Com poucos eu falo até hoje. Mais pelos meios digitais, que permitem  manter algum contato. Flores do Cerrado

Nas passagens rápidas dificilmente dá para marcar encontros, a menos que eles tenham alguma relação com trabalho. Que coisa feia de dizer, mas é a verdade. Ver amigos só por trabalho soa muito interesseiro, mas acaba sendo sempre assim.

Mas voltando ao vídeo, as pessoas que receberam e que moram lá ressaltaram nas respostas como se apaixonaram por Brasília, que sempre me pareceu um pouco seca, séria, sóbria. Eu nunca olhei Brasília como um lugar “legal” para morar, mas para cumprir agendas profissionais.

É comum que as pessoas falem com orgulho dos locais onde moram, mas me parece que a galera que optou por morar nesta cidade precisa defendê-la bastante, dizer mesmo que ali tem mais do que políticos e tudo mais…

Até pelo movimento que vemos nos aeroportos quando estamos lá, temos a impressão que a cidade fica vazia nos finais de semana, sem graça e sem vida.

Mas é justamente isso que meus amigos que moram lá não concordam. Outro dia, em uma almoço com vários colegas e amigos dos amigos, vi os casais falando dos planos  de viagem, programando os passeios, baladas, enfim, “curtindo” o fato da cidade ficar mais tranqüila a partir de sexta.

Pensando por aí, deve ser bom mesmo. Algo como São Paulo no feriado, quando todos partem para o litoral. O trânsito é ótimo, as distâncias mais curtas e o entretenimento mais acessível (bares, shows, teatros…).

Eu ainda não levei meu filhão para conhecer essa cidade. Mas vou fazer isso. Assim como eu conheci a Religiosa, uma espécie de pastel recheado maravilhoso, que eu comi lá e me deixou com muita saudade, acho que posso me surpreender com muito mais, com as atividades e belezas que posso encontrar tendo mais tempo. Além de conseguir ver os amigos em um momento “relax” e nada “interesseiro”.

Povo, aguardem… podem esperar que vamos visitá-los, mas sem falar de trabalho, ok???

Até….

Procura-se…

Já  conheci muita gente na minha vida e, principalmente, na carreira, que perdi contato. Muita gente que virou amiga, confidente e hoje, simplesmente não tenho ideia de ontem estão. Que pena! Que péssimo aproveitamento o meu… Não façam isso!

Fiquei pensando hoje em uma colega de escola, chamada Cecília, que eu soube que virou juíza! Ela já era mandona aos 12 ou 13 anos! Tinha aptidão para isso. Grande amiga que eu gostaria de rever. Já procurei em todas as redes, mas nosso contato comum, um terceira colega, me disse que ela sequer acessa emails.

Me parece uma coisa do outro mundo viver sem email, celular, mas tem gente que consegue, simplesmente, não se envolver com os aparatos eletrônicos. Não querem ser “encontráveis”, como a maioria.

Eu sou o contrário. Tenho paixão por este tema: tecnologia. Adoro tudo que me parece inovador, até um novo recurso de iphone, um aplicativo que nos dá algo diferente. Um novo jogo. O computador, para mim, virou uma companhia. E, sem ele, parece que tá faltando alguma coisa… Ruim essa dependência, mas eu sofro disso.

Hoje, por exemplo, choveu MUITO e ali, no meio do dilúvio, água por todos os lados, carros engarrafados, eu fiquei olhando para o lago urbano e trocando mensagens de Facebook. Ainda bem que tinha telefone e tablet por perto para isso, além do carregador do carro, para não ficar “sozinha” para valer. O que ia adiantar ficar nervosa ali? Foi melhor compartilhar o momento… rsrsrs. Abstrair, ver e contar o que estava rolando para o mundo. Espero ter ajudado alguém desviar daquele caminho todo parado…

Enfim, estar nas redes permite que a gente aprenda muito observando o comportamento das pessoas no meio. E o Facebook diz muito sobre as pessoas. Tem gente que reage a qualquer post que fazemos. Tem outras que nos ignoram por completo, até quando são citadas. Tem gente que compartilha tudo, só porque foi vc que postou. Tem outras que curtem o que vc disse sem saber o que quer dizer aquilo. É muito legal e gratificante tentar entender porque as pessoas reagem assim e assado a determinados impulsos. Funciona como terapia e autoavaliação.

Hoje, até pelo hábito e trabalho, eu compartilho coisas demais. Quando sou muito mal tratada em algum lugar, teoricamente, pelo trabalho que desenvolvo para empresas, eu não deveria citar marcas. Mas eu não sou tão política e hoje ainda posso escolher se quero ou não trabalhar com determinado tema.

Mas talvez eu mude, evolua, sem lá. Vire política também. Acho que hoje em dia eu tô bem mais tranqüila e “fofinha”. Fofinha não serve para mim, claro. Mas a tranqüilidade e a segurança ajudam muito nas decisões em relação ao trabalho.

Então, meu post de hoje é para que todos usem as redes como quiserem, mas de maneira criativa, nem que seja para um grito ou desabafo. Muitas vezes perdemos a noção que as redes são uma grande janela. O post é como um grito, ouvido por muitas pessoas.

Assim, espero que façam o melhor uso dos aparatos eletrônicos e não se viciem como eu nisso. Não usem as redes para falar de coisas que não são relevantes para todos. Mas usem para dar voz ao que julgarem importante, mesmo que seja o seu ponto de vista sobre alguma coisa. Gente que fala no que acredita, sabe ser enfático e convincente. Assim, fale o que quiser, mas de forma relevante para quem te lê

Enfim, não sei se o que eu escrevi aqui neste post serve para alguém, mas, como eu disse ali em cima, acho bacana a interação, mas temos que saber usar esse “canal” com responsabilidade. Como “beber não dirija”. Se beber, também não escreva e compartilhe, ok? Saiba o que está publicando.

Se vc trabalha em uma grande empresa, nunca esqueça que seu sobrenome está ligado à ela. Assim, cuidado com o que grita pela sua janela do computador, ok? Tem eco… 

Até a próxima 🙂

Quem procura emprego, nem sempre procura trabalho…

Achar profissionais comprometidos com o trabalho é cada vez mais difícil. Tem muita gente que procura emprego, mas não muito a fim de trabalhar.

Quando monto um processo seletivo, uma das coisas que valem muito mais do que um currículo brilhante, é a maneira como a pessoa se expressa, se comporta. A tal expressão corporal que mostra muito de cada um. Dá para perceber o quanto essa pessoa realmente quer e precisa daquela vaga. E, sob este aspecto, fica mais complicado ainda fazer escolhas.

Sempre tive sorte de montar minhas equipes. Aquelas que eu peguei pronta, não deram certo. Mas isso talvez também seja um problema meu, que preciso de mais que um bom trabalho apresentado, planilhas bem feitas e PPTs lindos. Preciso de empatia, de entrosamento com a equipe, exijo apoio mútuo no time e odeio aquelas pessoas que acham que fazem muito por cumprir só a sua parte, mesmo quando o colega ao lado está até as tampas de trabalho. Esse tipo de profissional, para mim não serve, por mais ele seja bom para outros.

Desde que comecei a trabalhar mais diretamente com Redes Sociais e, portanto, com pessoas mais jovens, tive várias surpresas. Tem gente novinha, com dois MBAs, que não sabem o básico da profissão de um jornalista. Acham que um assessor de imprensa é quem manda release o dia todo. E que trabalhar com mídias sociais se resume em fazer monitoramento de marcas ou passar o dia postando no Facebook. Estratégia? Sim, tem gente muito boa com menos de 25 anos que sabe muita coisa. Especialistas em promoção, por exemplo.  Sabem muito mais que eu… Na verdade, eu aprendo todos os dias com eles, com cada novo desafio imposto para ser solucionado.

Aliás, a Punto nasceu assim, dos desafios e das boas idéias que tivemos em grupo. Ninguém chega aqui com uma demanda pronta. Ou melhor, quase nunca chega. Chamam a gente assim: temos essa questão, o que vcs acham? Em todos os clientes que temos, já prestamos mais um serviço, fruto da nossa criatividade e boas iniciativas.

Essas iniciativas vieram de gente. Tenho orgulho da ótima equipe que trabalho hoje. São pessoas que vieram apostar numa idéia e que vibram a cada vitoria, a cada nova conquista. Faz a gente parecer grande!

Mas, enfim, achar gente fiel, bacana, a fim de trabalhar muito não tá fácil. Ainda mais com os meus pré requisitos: bom relacionamento, boa índole, boas idéias e muitas iniciativas. Quem se achar nesta descrição, pode vir para cá!

E para os mais jovens, o meu conselho é que corram atrás de tudo que puderem aprender agora, enquanto dá para arriscar. Posição e bom salário são
conseqüência. Estude fora do Brasil. Façam viagens. Tenham experiências. Boas referencias culturais trazem boa idéias. Aprendam a trabalhar em equipe e a não tenham medo tomar iniciativas. Isso é o que faz diferença em um bom profissional, seja ele um engenheiro, economista, jornalista, publicitário ou o que for.

 

O personagem nosso de cada dia!

Todo mundo já assistiu uma personagem de filme, seriado, novela, e se imaginou naquele papel. Essa identificação pode acontecer por itens que realmente somos parecidas, ou então pelo o que gostaríamos de ser. Eu, como toda boa garota que se preze sempre assisti Sex and The City e morri de inveja da Carrie. Todo episódio um novo tema para escrever em seu artigo para um grande jornal. Artigos esses que a deixaram famosa, o que ajuda a criar a imagem de bem sucedida, alinhada com seu cabelo loiro desalinhado*, olhos verdes e pernas finas.

Mesmo sem esses predicados, por muitas vezes eu me vejo mentalmente ligada a situação, estar olhando os fatos de fora, vivendo e observando os fatos, esperando a grande conclusão chegar, até que eu possa parar e ter que levantar da cama ás 23h de uma 2ª feira chuvosa de janeiro para escrever.

Tudo começa com o DIU (e vamos lá, sim, essa história chegará em algum lugar). Quem sabe o que é ter um DIU sabe da PUTA dor e incômodos que centímetros de ferro podem causar para uma mulher (e para os homens também, me arrisco dizer). Ao conversar com uma amiga que já estava trocando o seu aparato contraceptivo, me lembrei mais uma vez de como mulher sofre. São tantas coisas que nem vale a pena descrever para os (poucos) homens que estão lendo este texto, e as mulheres já estão cansadas de saber.

Diante de tanto sofrimento, eu ando escolhendo, do alto dos meus quase 25 anos, ser mais machista (ou menos feminista?). Afinal, por que a gente se preocupa tanto com tantas coisas? E conduzindo a história do DIU para algum lugar, por que a gente se preocupa tanto em encontrar o cara certo?

Energia, terapia gasta para um zé mane (com letras minúsculas mesmo, ou INHO para as amigas) sendo que daqui a menos de um anos você – provavelmente – já terá mudado seu foco e aquela situação nem será tão importante. Sabe por que mulherada? Porque a gente não faz terapia por causa de inhos e ãos; a gente gasta energia buscando um ser que de alguma maneira irá nos ajudar a realizar um cenário imaginário de felicidade, de família feliz. Sim, o álbum de fotos do seu casamento não existirá sem um par, uma barriga não crescerá sem um esperma e a mesa do café da manhã Margarina não existirá sem o homem lindo, do queixo quadrado e sorriso branco sentado na ponta.

Vamos dizer que você é a Pereirão (link para quem estiver lendo isso fora do contexto novela das 20/21h de 2011/2012) e você tem tanta certeza, tanta fé que você vai virar milionária que isso te faz levantar da cama todo dia, vestir um uniforme cinza, trabalhar igual homem e jogar na mega sena, dia após dia.

Vamos dizer que você realmente acredite que quando você estiver com 30 anos, você estará com seu apartamento decorado, mil viagens feitas, financeiramente estável, e grávida de um cara que você é louca o suficiente para ter passado os últimos anos juntos. Você não levantaria hoje com um tópico a menos na terapia? E viveria a vida, intensamente, de macacão cinza e feio, por que saberia que logo mais, os seus olhos azuis estariam com o um rimel maGavilhoso, você viveria em uma mansão, com um namorado charmosão e que é louco por você?

Pois bem, eu descobri que sim. Diante de um momento mega confuso, algo muito simples e natural acontece. Você está grávida e pode não estar no cenário perfeito (afinal, isso aqui não é uma novela) mas tem nas mãos tudo aquilo que todas nós passamos anos dando foco, mesmo que indiretamente.

O que adianta planejar?

And life has a funny way of helping you out when
You think everything’s gone wrong and everthing blows up In your face
And isn’t it ironic … don’t you think?

Eu agora eu entrego esse artigo para você, para a sua aprovação, na espera da autorização para publicação pública, para que a gente possa comemorar, todas as mulheres, a felicidade que é poder viver esse momento do lado de quem gente ama.

Afinal, você mora NO New York!

Escolhas – Ensinamento das manhãs de 5a feira

Escolha, o básico que a gente sempre esquece:

“Escolha ou alternativa consiste num processo mental de pensamento envolvendo o julgamento dos méritos de múltiplas opiniões e a seleção de uma delas para a(c)ção. Alguns exemplos simples incluem decidir-se levantar pela manhã ou voltar à dormir, ou escolher um determinado trajeto para uma viagem. Exemplos mais complexos (freqüentemente decisões que afetam crenças pessoais) incluem a escolha de um estilo de vida, filiação religiosa ou posição política.

A maioria das pessoas considera ter alternativas uma boa coisa, embora uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita possa levar ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório. No extremo oposto, alternativas ilimitadas podem levar à confusão, remorsos pelas opções não escolhidas e indiferença, numa existência amorfa.”

Fonte: Wikipedia

Saudade…

Feliz aniversário, Isabela.

Meu nome é Carla Banjai, sou brasileira nascida em Santos-SP há 36 anos, formada em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior e especialização em Marketing, sendo que trabalho com comércio exterior há aproximadamente 17 anos. Acabo de chegar em Bruxelas para uma vida nova e achei boa a idéia de contar como é difícil realizar este tipo de mudança.

Vocês já pararam para pensar como uma pessoa se sente quando sabe que vai mudar para bem longe, para outro país? Quando as pessoas ficam sabendo da minha mudança para a Bélgica, sempre ouço “Nossa! Que coragem!”. Sim, tive um pouco de coragem sim, mas acho que o principal foi a força. Força para encarar todas as atitudes práticas da mudança, enquanto todos lhe perguntam “E aí? Tá muito ansiosa?”. Bom, se não estava, fiquei, de tanto ouvir essa pergunta. Já estou começando a achar que ficar ansiosa para isso é uma obrigação.
Quando tomei a decisão de aceitar uma mudança de país, sabia que eu teria várias coisas para resolver e encarar antes de ir.
Tive o desligamento da empresa em que trabalhava: o pedido de demissão, o aviso prévio, o exame demissional, a festinha de despedida com os colegas de trabalho. E trabalhei normalmente enquanto ajeitava todo o resto para a viagem.
Providenciei o aluguel do apartamento, afinal de contas, não dá para deixar um imóvel parado, principalmente quando não se sabe a data do retorno. E o aluguel tem que ser naquela base do “just in time”. Nem tão cedo, para não ter que acampar na casa de alguém antes da ida. Nem tão tarde, para não ter que arcar com as despesas de condomínio e IPTU. E, claro, dentro disto também tem o “just in time” no cancelamento do telefone, internet e tv a cabo.
Não pude esquecer de mudar o endereço nas correspondências. Daquelas que realmente importam e que precisam chegar em algum lugar onde alguém saiba onde lhe encontrar. Porque, além de tudo, tem aquelas correspondências que não sabemos de onde surgem, aquelas chatas, normalmente com propaganda de algo que eu não tenho o mínimo interesse e que continuarão chegando e entulhando a mesa do porteiro.
Tive a despedida dos amigos. Ah! Os amigos! Tão difícil de encontrar e mais difícil ainda de ficar distante. Numa época em que as pessoas falam tanto das amizades virtuais, aquelas amizades queridas (muitas delas iniciadas quando ainda nem existia internet) terão que continuar sendo cultivadas através de recadinhos no Facebook, emails, conversas em MSN e ligações via Skype. Até o próximo encontro, quando sentaremos para aquele bate papo ao vivo, com muita coisa boa para lembrar e muita coisa nova para contar.
Por fim, o mais difícil: ficar longe da família. Não estar mais junto de todos durante os aniversários, Dia dos Pais e Natal. Não acompanhar o que está acontecendo, não participar das risadas com as piadas repetitivas. Estar longe sem saber se estão realmente lhe contando tudo o que está acontecendo ou lhe poupando de algo que possa lhe preocupar. Ficar sem o beijo e o abraço. Com certeza a internet ajuda, mas nada substitui o toque, o estar junto.
Hoje minha vida saiu do “stand by”. Ainda estou me acostumando em Bruxelas. Estou aqui agora pensando muito na minha sobrinha Isabela, que completa 17 anos hoje. Neste momento ela está fora de casa, longe de todos, se dedicando ao campeonato de handball. Muita saudade dela…
Por aqui, tenho várias idéias e planos para colocar em prática e já tenho pesquisado várias coisas, mas não coloquei nada especial em prática. Lembro que, no Brasil, nos últimos dias, as pessoas todo dia me lembravam que eu ia embora. Parecia que estavam sempre se despedindo. Agora entendo porque algumas pessoas simplesmente fogem. É muito mais fácil partir assim, sem despedidas.
Mas, quem disse que seria fácil? Quando o caminho é difícil, a chegada no destino é muito mais prazerosa, não é mesmo?
Enfim, sei que a minha vida será repleta de novidades. E para quem quiser continuar comigo e me fazer companhia nessa nova fase, ainda tem muito mais coisa para contar pela frente. Convido todos a visitar meu blog: coverdebruxelas.wordpress.com. Quando der, eu apareço por aqui também…

Vou de Táxi…

Nestes últimos dias fui a vários eventos e visitei Alphaville duas vezes. Andei muito de táxi, coisa que não fazia há tempos. Tenho usado muito meu carro para tudo. Mas quando vou a algum lugar que não conheço, prefiro apelar para quem sabe chegar. Poupa tempo e dinheiro.

Bem, em todos esses eventos encontrei colegas, o que foi ótimo. Nas idas e vindas de táxi encontrei quem realmente merece referência: os taxistas. Eles fazer um livro de bordo. Não sei como ainda não lançaram uma autobiografia tipo: “Eu e meu táxi”. Ou: “Se meu táxi falasse”. Se até o Justin Bebber tinha o que escrever em uma biografia, imagina esses taxistas, que rodam pela cidade, conversam com diferentes pessoas, levam muita bronca de graça, presenciam acidentes, roubos, visitam becos, enfim… Eles mereciam um livro!

Como eu não tenho tempo para tanto, dou uma pequena colaboração para ele: os taxistas. Tive um que se tornou meu amigo. Ia me buscar sempre em casa, já conhecia meu filho. Era de confiança. O apelido dele era “janela”. Vocês podem imaginar porque ele tinha esse codinome…

Além dessa pessoa, encontrei vários que valem ser citados. Um deles, uma vez, sem saber, me contou a história de uma moça muito chata que insistiu em ficar dentro do taxi dele com uma colega grávida (oito meses), na chuva. Segundo ele, a moça entrou no carro e pediu para seguir viagem, ao lado da outra com uma enorme barriga.

No caminho, ele perguntou o nome e percebeu que estava com o passageiro errado. Aí ele fez o que achava correto: parou o veículo e mandou as moças descerem ali mesmo, na rua, na chuva… Eu lembrei logo da história porque, claro, a “moça chata” que ele se referia era eu… A grávida era minha colega de trabalho Francine, que estava com os pés inchados, praticamente para dar a luz… Eu fiquei ouvindo ele contar a história e ficou claro como as versões mudam de acordo com a visão de cada um.

Para ele, a tal moça (eu!), devia ter entendido que, se ele seguisse a viagem, teria que repassar o dinheiro da corrida para o colega que estava lá na frente da empresa esperando as duas pessoas que ele pegou por engano. Neste momento eu me lembrei do escândalo que eu aprontei quando ele parou o carro e disse que eu e a Francine deveríamos descer ali mesmo, no meio da Avenida Faria Lima, na tempestade…

Claro que não descemos e ele, com muita má vontade, teve que nos levar até o destino. E só ali, anos depois, eu estava entendendo o tamanho do problema que eu criei para aquele taxista. Por ter pegado uma corrida de outro (mesmo não sendo proposital), ele foi suspenso pela cooperativa em que trabalhava. Ficou um mês parado. Teve que repassar o dinheiro da corrida para o colega que foi até a empresa nos buscar.

Aquilo marcou tanto aquele taxista que ele conta a história com ressentimento, mesmo sem ter ideia para quem está falando… Enfim, me senti péssima (mesmo tendo razão em ter lutado para não deixar minha colega de quase nove meses no meio da rua, na chuva). Não falei nada que a tal “moça chata” que ele se referia naquele conto era eu… Saí dali refletindo que eu fiz mal a uma pessoa sem saber. Foi mal!

Bem, nem só de reclamações e histórias ruins vivem esses profissionais que dirigem o dia inteiro. Encontrei um que quando chegou ao destino já tinha me contado toda a vida dele, o orgulho que tinha dos filhos e até a traição da esposa, que o inspirou a escrever um “livro”. Enquanto eu assinava o cheque, ele finalizou: tudo isso que eu te contei está aqui e tirou do porta luvas um caderno cheio de desenhos na capa, com muitas páginas escritas à mão. E ele queria que eu lesse!!!!!! Eu pedi desculpas e avisei que estava atrasada para uma reunião. Mas ele insistia… “Você é uma moça letrada , podia ler e me ajudar a publicar”, disse ele. Que dó! Mas fico pensando… Como alguém expõe sua vida daquela forma, descrevendo até a traição da esposa e quer que isso vire best-seller…

Mas acho que eu provoco interatividade. Adoro conversar. E quando estou no táxi, acho que eles percebem isso facilmente. Então eu vou ouvindo, dando algumas opiniões.

Ah! Lembrei-me de outra boa… Outro dia eu estava com algumas colegas no carro voltando de um cliente. Muitas

Dr. Taxista

mulheres juntas, fim de tarde, muito trânsito, acabou em terapia… E o terapeuta era o taxista!!! Depois de ouvir quatro mulheres falando dos problemas pessoais, no estacionamento da empresa, ele disparou para uma colega: “menina, você é jovem. Logo mais vai arrumar namorado. Fique tranquila”. Para mim: “olha, eu não quero me meter, mas acho que você devia parar de ser controladora. Homem não gosta disso, não”. Bem, aí, diante da situação cômica, começamos a perguntar pontualmente a opinião do taxista sobre cada tema, defendendo nosso ponto de vista feminino, claro…

Enfim, dá mesmo para escrever um livro com as coisas que já ouvi desses profissionais. Tem histórias cômicas, tristes, inusitadas, chatas, de todo tipo. Mas, sabendo ouvir e refletir dá para tirar algumas lições. Uma delas que ficou para mim: nunca diga que vc conhece o taxista de algum lugar… Uma viagem de táxi pode até ser legal, mesmo quando pegamos aquele pessoal das antigas que brecam a cada minuto, provocando náuseas (já peguei vários assim). Mas eu respeito. Eles estão ali trabalhando, brigando pelo que vão comer no dia seguinte.

Para concluir, o táxi é um dos poucos lugares onde eu sento e ouço. E nem sempre é ruim. Portanto, fica aqui o meu apelo: não tratem mal esses profissionais. Muitos me falam que algumas pessoas sequer falam bom dia para eles. Sentam, fecham a cara e olham para o horizonte, como se os motoristas não existissem. Tudo bem que temos dias em que isso é tudo que queremos fazer, mas é legal lembrar que o cara sentado ali na frente não está fazendo mal a ninguém e não merece ser maltratado.

Processos e protocolos banais

Processos, processos...

A cada dia que passa, fico mais encantada com as novas possibilidades que um trabalho autônomo nos permite.  Agora até celular e tablets personalizados eu vendo … vejam só. E garanto que tenho muita criatividade para fazer muito mais. Vem com a demanda, que eu dou a solução.. rsrsrs. Voltei a escrever matérias, coisa que eu adoro… isentas, claro, sem citar meus clientes.

No trabalho da Punto, minha empresa, a cada novo projeto eu vejo como a área de comunicação é ampla e o quanto perdemos ficando horas atrás de uma mesa cuidando de planos de comunicação que não se concretizam e relatórios para provar a todos (clientes, superiores e equipe) que trabalhamos.  Alguém ainda acha que esse modelinho funciona… Se os clientes soubessem o tempo que se perde com isso, fechariam contratos sem relatórios e planos elaborados. Resolveriam tudo no Word básico e sem firulas para que o tempo fosse dedicado ás ações que geram visibilidade.

Entendo que trabalhar com base em protocolos e processos ajuda na organização e no trabalho final, mas isso não pode ser prioridade de um gestor. O mais importante é prezar a boa entrega, o trabalho bem feito, em linha com aquele plano inicial que demoramos muito para conceber e que a maioria das empresas que receberam guardam na gaveta e sequer cobram dos atendimentos de comunicação sua implementação.  Isso porque a prioridade muda com o dia-a-dia. Não é incompetência de ninguém.

Mas o fato é que isso transforma aquele grande plano que levou semanas para ser feito em um documento inerte, que serve para mostrar só como o contratante tem alguém com capacidade criativa na contratada. Se a finalidade é se provar, ok.

Os iguais

Bem, agora que eu sou gestora de mim mesma, o que eu mais me cobro é um bom gerenciamento de tempo. Até porque como autônoma, tempo é dinheiro mesmo, não apenas um ditado. Cada hora dedicada errada reflete em perdas de trabalho e de geração de idéias, que poderiam ser úteis para os clientes e para geração de novos negócios.

Tenho trabalhado mais horas por dia, de 10 a 12, mas consegui marcar uma ginástica, uma massagem, chope com Morales e amigos uma vez por semana. Passo a maior parte do tempo em trânsito (o que também é perda) e agradeço quando consigo fazer reuniões por meio de vídeo conferência. Isso poupa o tempo do trânsito, coloca as pessoas olho no olho e é ótimo para resolver as pendências. Se a tecnologia nos dá essa possiblidade, não vale a pena deixar de aproveitar.

Enfim, acho que as empresas deveriam investir no homeoffice. As vantagens são inúmeras para o funcionário e para o empresário. Basta contratar gente com responsabilidade, claro. Que promete e entrega. E tem muita gente assim por aí.

A calça da moda

Grandes empresas como Google viraram sonhos de consumo organizacional por terem uma rotina diferenciada, sem horário fixo de entrada ou saída, com base em resultados. Os meus amigos de tecnologia costumam dizer que o Google deixou de ser referência para isso, apesar de continuar sendo um sonho de consumo para se trabalhar, pela capacidade de inovação. Mas outras do setor estão ganhando esta referência também como Facebook, por exemplo. Quem não gosta de trabalhar com uma marca que é boa em tratamento humano.

Enfim, no meu espaço Punto ainda não tem vídeo-game (só do meu filho), mesa de snooker ou pingue-pongue para funcionários. E nem acho que vai ter. A galera deve ter isso no salão de jogos em casa e ter a liberdade de descer quando estiver a fim.

Enfim, defendo o bom trabalho e a capacidade criativa aumentada, mas não a repressão do mercado corporativo convencional, que, apesar dos protocolo e processos, ainda admira quem dá resultados. Ah! Outro ponto é o dress code. Se quem usasse terno e gravata fosse mais competente do que aqueles que aqueles prezam a camiseta e o tênis, o mundo seria feito de homens de preto (como no filme). E hoje, como diz a propaganda de um banco, os homens de negócio mudaram e a pessoa com a calça rasgada mais surrada pode ser o funcionário do mês. Até porque a calça rasgada deve ser de marca e não um defeito da lavanderia… rsrsrs.

Bem, esse é o post do dia, um #prontofalei que dá luz à criatividade e um #fail para quem vê cara e não vê coração, competência e criatividade, essencialmente no meio de comunicação.

Boa semana e boa Páscoa a todos…