O personagem nosso de cada dia!
Todo mundo já assistiu uma personagem de filme, seriado, novela, e se imaginou naquele papel. Essa identificação pode acontecer por itens que realmente somos parecidas, ou então pelo o que gostaríamos de ser. Eu, como toda boa garota que se preze sempre assisti Sex and The City e morri de inveja da Carrie. Todo episódio um novo tema para escrever em seu artigo para um grande jornal. Artigos esses que a deixaram famosa, o que ajuda a criar a imagem de bem sucedida, alinhada com seu cabelo loiro desalinhado*, olhos verdes e pernas finas.
Mesmo sem esses predicados, po
r muitas vezes eu me vejo mentalmente ligada a situação, estar olhando os fatos de fora, vivendo e observando os fatos, esperando a grande conclusão chegar, até que eu possa parar e ter que levantar da cama ás 23h de uma 2ª feira chuvosa de janeiro para escrever.
Tudo começa com o DIU (e vamos lá, sim, essa história chegará em algum lugar). Quem sabe o que é ter um DIU sabe da PUTA dor e incômodos que centímetros de ferro podem causar para uma mulher (e para os homens também, me arrisco dizer). Ao conversar com uma amiga que já estava trocando o seu aparato contraceptivo, me lembrei mais uma vez de como mulher sofre. São tantas coisas que nem vale a pena descrever para os (poucos) homens que estão lendo este texto, e as mulheres já estão cansadas de saber.
Diante de tanto sofrimento, eu ando escolhendo, do alto dos meus quase 25 anos, ser mais machista (ou menos feminista?). Afinal, por que a gente se preocupa tanto com tantas coisas? E conduzindo a história do DIU para algum lugar, por que a gente se preocupa tanto em encontrar o cara certo?
Energia, terapia gasta para um zé mane (com letras minúsculas mesmo, ou INHO para as amigas) sendo que daqui a menos de um anos você – provavelmente – já terá mudado seu foco e aquela situação nem será tão importante. Sabe por que mulherada? Porque a gente não faz terapia por causa de inhos e ãos; a gente gasta energia buscando um ser que de alguma maneira irá nos ajudar a realizar um cenário imaginário de felicidade, de família feliz. Sim, o álbum de fotos do seu casamento não existirá sem um par, uma barriga não crescerá sem um esperma e a mesa do café da manhã Margarina não existirá sem o homem lindo, do queixo quadrado e sorriso branco sentado na ponta.
Vamos dizer que você é a Pereirão (link para quem estiver lendo isso fora do contexto novela das 20/21h de 2011/2012) e você tem tanta certeza, tanta fé que você vai virar milionária que isso te faz levantar da cama todo dia, vestir um uniforme cinza, trabalhar igual homem e jogar na mega sena, dia após dia.
Vamos dizer que você realmente acredite que quando você estiver com 30 anos, você estará com seu apartamento decorado, mil viagens feitas, financeiramente estável, e grávida de um cara que você é louca o suficiente para ter passado os últimos anos juntos. Você não levantaria hoje com um tópico a menos na terapia? E viveria a vida, intensamente, de macacão cinza e feio, por que saberia que logo mais, os seus olhos azuis estariam com o um rimel maGavilhoso, você viveria em uma mansão, com um namorado charmosão e que é louco por você?
Pois bem, eu descobri que sim. Diante de um momento mega confuso, algo muito simples e natural acontece. Você está grávida e pode não estar no cenário perfeito (afinal, isso aqui não é uma novela) mas tem nas mãos tudo aquilo que todas nós passamos anos dando foco, mesmo que indiretamente.
O que adianta planejar?
And life has a funny way of helping you out when
You think everything’s gone wrong and everthing blows up In your face
And isn’t it ironic … don’t you think?
Eu agora eu entrego esse artigo para você, para a sua aprovação, na espera da autorização para publicação pública, para que a gente possa comemorar, todas as mulheres, a felicidade que é poder viver esse momento do lado de quem gente ama.
Afinal, você mora NO New York!

